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Georreferenciamento e mapeamento epidemiológico

Georreferenciamento e mapeamento epidemiológico

  • Aprimoramento do Sistema GeoMedicina® de Georreferenciamento: processamento de dados extraídos de Big Data ambiental, clínico e demográfico

O projeto

O Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe realiza o georreferenciamento de dados de saúde e meio ambiente unindo suas coordenadas geográficas para indicar a localização em mapas. No campo da epidemiologia e assistência em saúde, o georreferenciamento desempenha um papel crucial na análise dos padrões espaciais de doenças, na identificação de áreas de alto risco e na realização de intervenções eficazes.

Usando dados epidemiológicos georreferenciados, os pesquisadores podem visualizar a distribuição espacial das taxas de doenças e dos fatores de risco em mapas. Ao aplicar métodos estatísticos e de inteligência artificial aos dados georreferenciados, os pesquisadores podem identificar agrupamentos geográficos e possíveis fatores ambientais que contribuem para surtos de doenças. Esse recurso capacita os colaboradores de saúde pública a desenvolverem estratégias direcionadas, alocarem recursos de forma eficiente e implementarem intervenções oportunas para mitigar a propagação de doenças.

Essa pesquisa se concentra em fatores epidemiológicos, genéticos, ambientais e dados demográficos clínicos e de pacientes de qualquer região, utilizando dados extraídos dos resultados dos próprios laboratórios do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe e de outras bases de dados públicas.

O sistema de georreferenciamento do Instituto de Pesquisa, conhecido como GeoMedicina®, é utilizado para caracterizar espacialmente as doenças e a exposição a fatores de risco e estimar as relações ambiente-doença por meio de modelos estatísticos geográficos. A equipe envolvida nesse estudo científico está constantemente agregando novos dados e desenvolvendo novas ferramentas para o aprimoramento do Sistema GeoMedicina®.

GeoreferenceFonte: National Library of Medicine.

Desbloqueando o potencial: bioinformática e georreferenciamento interagindo juntos

A convergência da bioinformática e do georreferenciamento é uma grande promessa para o avanço da pesquisa em vários campos. Ao integrar dados genômicos, clínicos e demográficos georreferenciados de mais de 600 famílias, nas quais as pessoas têm as mutações germinativas TP53 p.R337H e XAF1 p.E134*, com as taxas de mortalidade nos últimos 15 anos no estado do Paraná, os pesquisadores da unidade do Complexo Pequeno Príncipe obtiveram uma compreensão espacial da intrincada relação entre genética, ambiente e prevalência de carcinomas de mama e adrenocorticais.

Por exemplo, a combinação de dados genômicos com registros de saúde georreferenciados permite a identificação de fatores genéticos que contribuem para disparidades regionais na prevalência de doenças. Esse conhecimento pode orientar políticas e intervenções de saúde pública, facilitando a prestação de cuidados de saúde com base nas predisposições genéticas populacionais e no contexto ambiental.

A tecnologia da informação (TI) captura tecnologias de pesquisa clínica, georreferenciamento e bioinformática, atuando como agregadora e compiladora de informações, bem como facilita a interação entre as partes envolvidas. No caso do Big Data, a relação é diretamente com a tecnologia da informação. O uso de aprendizado de máquina (saiba mais na seção “Big Data simplificado”) contribui para processos de otimização de modelos, por exemplo. A medicina translacional, por sua vez, busca descobertas científicas voltadas à prática da saúde usando uma linguagem mais simples, assim como procura retroalimentar as pesquisas com base nos principais desafios que os profissionais de saúde enfrentam diariamente. Os resultados — que são utilizados na sociedade, beneficiando-a diretamente — incluem novas formas de diagnóstico e tratamento, além de menor custo e maior eficácia dos medicamentos.

Georeference

Objetivo

O objetivo do georreferenciamento e do mapeamento epidemiológico é identificar fatores de risco ambientais e genéticos que possam comprometer a saúde humana.

Equipes

Conheça as equipes desse grupo de pesquisa:

Equipe 1 — GeoMedicina®

  • Bonald Cavalcante de Figueiredo — Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe (pesquisador principal);
  • Humberto C. Ibañez — Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe;
  • Marilea V. de Camargo Ibañez — Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe;
  • José H. G. Balbinotti — Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe.

Equipe 2 — SEER (Surveillance, Epidemiology, and End Results Program of the U.S. National Cancer Institute) e CDC (Centers for Disease Control and Prevention), dos Estados Unidos

  • Diancarlos P. Andrade — Faculdades Pequeno Príncipe.

Artigos publicados

Confira os artigos publicados do grupo sobre georreferenciamento e mapeamento epidemiológico:

  • Environmental Contaminants Modulate Breast Cancer Development and Outcome in TP53 p.R337H Carriers and Noncarriers. Gerber, et al., 2022. Cancers (Basel). 2022 Jun 19; 14(12):3014;
  • Spatial trends in congenital malformations and stream water chemistry in Southern Brazil. Ibañez H, et al., 2019. Science of the Total Environment. 2019 Feb 10; 650(Pt 1):1278-1291;
  • Penetrance of the TP53 R337H Mutation and Pediatric Adrenocortical Carcinoma Incidence Associated with Environmental Influences in a 12-Year Observational Cohort in Southern Brazil. Costa, et al., 2019. Cancers (Basel). 2019 Nov 16; 11(11):1804;
  • Population-based assessment of major congenital malformations in the United States: smoking risk association. Andrade DP, et al. Journal of Developmental Origins of Health and Disease.