Pesquisas do IPP se dedicam a identificar biomarcadores no câncer infantil
O câncer na infância e na adolescência (de 0 a 19 anos) muitas vezes tem causas desconhecidas, ao contrário do que acontece com adultos, quando a doença pode estar associada a fatores ambientais ou comportamentais. De acordo com a estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a incidência de câncer infantojuvenil prevista para o triênio de 2026 a 2028 é de 7.560 casos por ano.
Cada tipo de câncer apresenta particularidades clínicas e, consequentemente, tem um tratamento diferente, que pode incluir, por exemplo, quimioterapia (combinada ou não com outras abordagens).
No Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, nossos pesquisadores também se dedicam a estudar formas de aprimorar esses tratamentos, identificando biomarcadores no câncer infantil que podem sinalizar uma abordagem terapêutica mais personalizada e com melhores resultados.
Biomarcadores no câncer infantil
Um biomarcador é um indicador biológico que pode ser mensurado, ajudando a determinar critérios capazes de auxiliar no diagnóstico e monitoramento de doenças, sendo fundamentais no rastreamento, tratamento e avaliação da eficácia terapêutica, especialmente em oncologia.
Existem vários critérios para dizer que um indicador biológico é um biomarcador. Eles podem ser genéticos, componentes do sangue, do tecido, moléculas ou produtos metabólicos, por exemplo. Muitas pesquisas usam biomarcadores para estudar como aumentar a segurança de medicamentos, tornar o diagnóstico mais preciso e buscar melhor resposta para o paciente.
No IPP, destacam-se os estudos sobre proteômica e metabolômica conduzidos pelo pesquisador bioquímico Lauro Mera de Souza. Eles fazem uma classificação inicial da doença da criança e indicam, com base nos biomarcadores, qual a dosagem de quimioterápicos que ela deve receber, melhorando as possibilidades de tratamento.
Proteômica e metabolômica
Ao analisar o cenário molecular do câncer e o conjunto de proteínas expressas, modificadas e interagentes nas células cancerígenas, a proteômica pode revelar biomarcadores diagnósticos e prognósticos (reação esperada) mais precisos, identificando potenciais alvos terapêuticos. Essa abordagem possibilita terapias mais personalizadas, impactando significativamente a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes.
Já a pesquisa em metabolômica oferece uma visão abrangente das pequenas moléculas metabólicas presentes nas células e fluidos biológicos, revelando alterações metabólicas associadas ao câncer, auxiliando no monitoramento da progressão da doença e da resposta terapêutica. Além disso, a análise metabólica complementa a genômica e a proteômica na busca por abordagens mais eficazes e personalizadas contra o câncer.
Tratar e procurar formas de melhorar a vida de crianças e adolescentes com o diagnóstico da doença é um dos objetivos do Complexo Pequeno Príncipe, que tem reconhecimento público por sua atuação no combate ao câncer infantojuvenil.