Pesquisadora do IPP participa de Seminário Marco Zero do PPSUS com projeto sobre malformações congênitas
A pesquisadora Izonete Guiloski, do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe (IPP), participa do Seminário Marco Zero dos projetos aprovados pelo Programa Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS), realizado na Escola de Saúde Pública do Paraná, em Curitiba. O evento, que ocorre entre os dias 18 e 20 de agosto, marca o início da execução das pesquisas selecionadas pelo programa.
Nesta edição, 223 projetos foram submetidos ao edital, e 49 foram aprovados, após um processo composto por quatro etapas de avaliação. Entre os selecionados está o projeto desenvolvido por Izonete em parceria com a professora Leide da Conceição Sanches, da Faculdades Pequeno Príncipe (FPP), que tem como foco investigar a possível relação entre malformações congênitas e exposição a agrotóxicos.
O PPSUS é uma iniciativa voltada ao financiamento de pesquisas científicas que respondam a problemas prioritários de saúde e apresentem potencial de aplicação no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta é aproximar a produção científica das necessidades da população e contribuir para a geração de conhecimentos e produtos que possam ser incorporados às políticas e práticas de saúde.

Pesquisa reúne instituições do Paraná
A pesquisa irá avaliar bebês com malformações congênitas e suas mães, buscando identificar possíveis associações entre a exposição a agrotóxicos e o desenvolvimento dessas alterações. Para isso, serão utilizados questionários para levantamento de informações sobre as condições de exposição, além da coleta de amostras de sangue.
Com a realização do estudo, os pesquisadores esperam contribuir para uma compreensão mais ampla dos possíveis impactos da exposição a agrotóxicos durante a gestação e dos mecanismos biológicos relacionados às malformações congênitas.
A pesquisa aprovada conta com a participação de diferentes instituições paranaenses. Além do Complexo Pequeno Príncipe, em Curitiba, integram o estudo a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a Santa Casa de Paranavaí, fortalecendo a atuação colaborativa entre centros de pesquisa e instituições de saúde de diferentes regiões do estado.
Investigação busca ampliar conhecimento sobre os efeitos dos agrotóxicos
Segundo Izonete Guiloski, o levantamento pretende avançar na compreensão dos mecanismos envolvidos nas alterações observadas. “Queremos verificar essa relação entre a exposição a agrotóxicos e o desenvolvimento das malformações, além dos mecanismos moleculares envolvidos nessas malformações”, revela.
Ao investigar fatores ambientais que podem estar associados ao desenvolvimento de malformações congênitas, o projeto contribui para ampliar o conhecimento científico sobre um importante problema de saúde. A expectativa é a de que os resultados possam futuramente subsidiar ações de prevenção, vigilância e atenção à saúde, fortalecendo a resposta do SUS às necessidades da população.
Confira outras pesquisas do IPP que têm como tema o impacto dos agrotóxicos na saúde humana:
Indicador de ponderação de limites de agrotóxicos: aplicação no estado do Paraná
DOI: 10.1590/1980-549720250045.2
Indicador de ponderação do limiar de pesticidas: aplicação no Estado do Paraná, Brasil
DOI: 10.1590/1980-549720250045
Uma mistura dos herbicidas dicamba e glifosato causa efeitos teratogênicos, estresse oxidativo e neurotoxicidade em embriões de peixe-zebra
Os ftalatos de di-n-butila e di-iso-pentila, bem como a sua mistura, aumentam o estresse oxidativo e as malformações embrio-larvais em peixes-zebra (Danio rerio)
DOI: 10.1590/1678-4685-gmb-2024-0082
Herbicida natural demonstra citotoxicidade, neurotoxicidade e alterações no sistema antioxidante em linhagens celulares SH-SY5Y e HaCaT
DOI: 10.3390/agrochemicals4030017