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    Pesquisa do IPP reforça importância da vacina contra o HPV, vírus que pode causar formas diferentes de câncer

    4 de março de 2026

    Você sabia que alguns cânceres podem ser causados por um vírus? E que existe vacina para prevenir esse contágio? O papilomavírus humano (HPV) é a infecção sexualmente transmissível (IST) mais comum no mundo, mas essa não é a única forma de contágio, que pode acontecer também por contato direto com a pele ou mucosas infectadas.

    Existem mais de 200 tipos de HPV, alguns considerados inofensivos, porém pelo menos 14 deles são classificados como de alto risco por estarem associados ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, como o de colo de útero, de boca, de cabeça, de pescoço, de pênis e de ânus, de acordo com dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

    O Dia Internacional de Conscientização sobre o Papilomavírus Humano, lembrado em 4 de março, é uma data para destacar a importância da vacinação para prevenção do câncer ligado ao HPV. No Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, a pesquisadora Izonete Guiloski conduz diferentes estudos sobre o assunto, com conclusões que demonstram a segurança do imunizante contra o HPV.

    A importância da vacina

    No Brasil, existem vacinas com coberturas diferentes, e elas podem ser aplicadas a partir dos 9 anos de idade. Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza gratuitamente pelo SUS a vacina HPV-4 (quadrivalente) para meninos e meninas de 9 a 14 anos, em dose única.

    A recomendação é de que a aplicação seja feita antes do início da vida sexual, para uma prevenção com maior eficácia contra cânceres futuros, uma vez que a vacinação precoce gera uma resposta imune mais forte e reduz a transmissão do vírus. Entretanto, mesmo que o adolescente ou jovem já tenha iniciado a vida sexual,  o imunizante continua sendo importante.

    O Centro de Vacinas Pequeno Príncipe é pioneiro em imunização de forma privada e oferece a nonavalente (HPV-9), que amplia a proteção por incluir outros sorotipos e pode ser aplicada até os 45 anos de idade.

    A ciência contra a hesitação vacinal

    “Muitos pais acreditam que a vacina vai acelerar a iniciação sexual da criança ou do adolescente ou utilizam a preocupação com o efeito colateral como justificativa para não vacinar”, aponta a pesquisadora.

    O estudo conduzido por Izonete Guiloski, com apoio de alunos de medicina e enfermagem e do curso de mestrado do Programa de Biotecnologia Aplicada à Saúde da Criança e do Adolescente da Faculdades Pequeno Príncipe, apontou que a vacina contra o HPV apresenta reações adversas comuns, observadas também em outras aplicações semelhantes, como fadiga, dor no local da aplicação, dor de cabeça, febre leve e mal-estar passageiro, sendo considerada segura e com potencial para prevenir os cânceres relacionados ao papilomavírus humano.

    Informar e divulgar é um caminho para diminuir a hesitação vacinal, ou seja, o atraso ou recusa em receber o imunizante. Nesse contexto, a produção científica tem papel estratégico. No IPP, Guiloski coordena mais de uma investigação sobre o HPV. Entre os trabalhos recentes está uma revisão sistemática publicada no Jornal de Pediatria.

    “Os dados são mundiais, não existe estudo brasileiro sobre as razões para hesitação vacinal, que podem incluir outros fatores como desconhecimento dos próprios profissionais de saúde sobre a vacina do HPV e a dificuldade de acesso para quem vive em áreas remotas”, afirma. “A vacinação tem um custo-benefício imenso, são raros os efeitos colaterais, e eles são tranquilos”, diz Izonete.

    Conheça o artigo. DOI: 10.1016/j.jped.2025.04.009


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