Notícias

    Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe destaca os impactos das doenças inflamatórias intestinais na infância

    19 de maio de 2026

    O Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal (DII), lembrado em 19 de maio, mobiliza pessoas em todo o mundo para ampliar a conscientização sobre a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, condições crônicas que afetam milhões de pessoas globalmente.

    As doenças inflamatórias intestinais são caracterizadas por processos inflamatórios crônicos que atingem principalmente o intestino, causando sintomas como dor abdominal, diarreia, perda de peso, fadiga e alterações nutricionais. Embora sejam mais comuns na vida adulta, essas doenças podem surgir ainda na infância e adolescência, impactando diretamente o crescimento, o desenvolvimento e a qualidade de vida das crianças.

    No Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, o tema também é foco de estudo. A pesquisadora Daniele Ferreira investiga, entre outros temas, a suplementação com componentes dietéticos como abordagem promissora para o tratamento das DIIs, contribuindo para o avanço do conhecimento científico sobre o diagnóstico e tratamento dessa condição.

    “As doenças inflamatórias intestinais têm aumentado significativamente no mundo todo e impactam profundamente a qualidade de vida dos pacientes. Estudar essas doenças é essencial para compreender melhor a interação entre inflamação, microbiota intestinal e barreira epitelial, permitindo o desenvolvimento de terapias mais eficazes e personalizadas”, afirma Daniele.

    Sintomas podem ser confundidos

    A doença de Crohn e a retocolite ulcerativa apresentam sintomas que muitas vezes se confundem com os de outros problemas digestivos comuns, o que pode atrasar o diagnóstico. Além dos sinais intestinais, fatores emocionais também podem influenciar o quadro clínico.

    Situações de estresse, ansiedade e depressão podem agravar os sintomas e afetar a qualidade de vida dos pacientes. Alterações na resposta imunológica, predisposição genética, infecções e desequilíbrios da flora intestinal também estão entre as possíveis causas associadas à doença.

    Nas crianças, essas doenças podem comprometer o desenvolvimento físico, emocional e social, afetando desde a alimentação até a rotina escolar e o convívio familiar. Identificar os sinais precocemente é fundamental para evitar complicações.

    Tratamento busca controlar sintomas e melhorar a qualidade de vida

    As doenças inflamatórias intestinais não têm cura, mas possuem tratamento. O objetivo é controlar a inflamação, reduzir os sintomas e proporcionar uma vida melhor aos pacientes. O acompanhamento inclui mudanças alimentares, adaptação do estilo de vida e, em alguns casos, uso contínuo de medicamentos.

    Durante períodos de crise, os sintomas podem se intensificar e exigir atenção redobrada. Já em fases de remissão, a doença pode permanecer sem sinais aparentes, mas00 ainda assim necessita de monitoramento regular.

    “Como pesquisadora nessa área, acredito que investir em pesquisa e novas opções de tratamento significa não apenas aliviar e controlar os sintomas, mas também promover melhor prognóstico e qualidade de vida a longo prazo”, completa Daniele Ferreira.

    Confira os detalhes da pesquisa realizada: DOI: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39992299/

     

     

     

     


    Privacy Overview

    This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.