Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe destaca os impactos das doenças inflamatórias intestinais na infância
O Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal (DII), lembrado em 19 de maio, mobiliza pessoas em todo o mundo para ampliar a conscientização sobre a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, condições crônicas que afetam milhões de pessoas globalmente.
As doenças inflamatórias intestinais são caracterizadas por processos inflamatórios crônicos que atingem principalmente o intestino, causando sintomas como dor abdominal, diarreia, perda de peso, fadiga e alterações nutricionais. Embora sejam mais comuns na vida adulta, essas doenças podem surgir ainda na infância e adolescência, impactando diretamente o crescimento, o desenvolvimento e a qualidade de vida das crianças.
No Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, o tema também é foco de estudo. A pesquisadora Daniele Ferreira investiga, entre outros temas, a suplementação com componentes dietéticos como abordagem promissora para o tratamento das DIIs, contribuindo para o avanço do conhecimento científico sobre o diagnóstico e tratamento dessa condição.
“As doenças inflamatórias intestinais têm aumentado significativamente no mundo todo e impactam profundamente a qualidade de vida dos pacientes. Estudar essas doenças é essencial para compreender melhor a interação entre inflamação, microbiota intestinal e barreira epitelial, permitindo o desenvolvimento de terapias mais eficazes e personalizadas”, afirma Daniele.
Sintomas podem ser confundidos
A doença de Crohn e a retocolite ulcerativa apresentam sintomas que muitas vezes se confundem com os de outros problemas digestivos comuns, o que pode atrasar o diagnóstico. Além dos sinais intestinais, fatores emocionais também podem influenciar o quadro clínico.
Situações de estresse, ansiedade e depressão podem agravar os sintomas e afetar a qualidade de vida dos pacientes. Alterações na resposta imunológica, predisposição genética, infecções e desequilíbrios da flora intestinal também estão entre as possíveis causas associadas à doença.
Nas crianças, essas doenças podem comprometer o desenvolvimento físico, emocional e social, afetando desde a alimentação até a rotina escolar e o convívio familiar. Identificar os sinais precocemente é fundamental para evitar complicações.
Tratamento busca controlar sintomas e melhorar a qualidade de vida
As doenças inflamatórias intestinais não têm cura, mas possuem tratamento. O objetivo é controlar a inflamação, reduzir os sintomas e proporcionar uma vida melhor aos pacientes. O acompanhamento inclui mudanças alimentares, adaptação do estilo de vida e, em alguns casos, uso contínuo de medicamentos.
Durante períodos de crise, os sintomas podem se intensificar e exigir atenção redobrada. Já em fases de remissão, a doença pode permanecer sem sinais aparentes, mas00 ainda assim necessita de monitoramento regular.
“Como pesquisadora nessa área, acredito que investir em pesquisa e novas opções de tratamento significa não apenas aliviar e controlar os sintomas, mas também promover melhor prognóstico e qualidade de vida a longo prazo”, completa Daniele Ferreira.
Confira os detalhes da pesquisa realizada: DOI: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39992299/