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    Dia Mundial do Parkinson: estudo do IPP aponta caminhos que podem beneficiar também crianças e adolescentes

    11 de abril de 2026

    No Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe reforça seu compromisso com a produção de conhecimento científico que contribui para avanços em todo o ecossistema da saúde, incluindo condições que afetam crianças e adolescentes.

    As doenças neurodegenerativas, como o Parkinson, são progressivas e ainda não têm cura. Elas provocam a morte de neurônios e comprometem funções essenciais como movimento, equilíbrio, memória e linguagem. Embora mais associadas ao envelhecimento, essas condições também podem se manifestar em faixas etárias mais jovens.

    Um exemplo é o parkinsonismo juvenil, forma rara da doença que surge antes dos 21 anos e, geralmente, está relacionada a fatores genéticos. Os sintomas incluem lentidão, rigidez, tremores e alterações na marcha, que apresenta progressão mais lenta nos pacientes com essa condição.

    Pesquisa que amplia horizontes terapêuticos

    No IPP, a médica e pesquisadora Katherine Athayde Teixeira de Carvalho investiga o uso de células precursoras neuronais e vesículas extracelulares como estratégia terapêutica para doenças neurodegenerativas, como Parkinson.

    As células precursoras neuronais têm a capacidade de se diferenciar em diversos tipos celulares do sistema nervoso, o que as torna promissoras para abordagens de regeneração cerebral. No estudo, essas células foram obtidas a partir de células-tronco mesenquimais derivadas da geleia de Wharton, presente no cordão umbilical.

    Um dos principais avanços da pesquisa está no uso das vesículas extracelulares — estruturas microscópicas liberadas pelas células que transportam proteínas e material genético, como microRNAs. Essas vesículas são capazes de influenciar o funcionamento de outras células e, segundo os resultados, podem reproduzir parte dos efeitos terapêuticos sem a necessidade de transplante celular direto, aumentando a segurança das abordagens.

    Impacto que pode chegar à infância e adolescência

    Os achados do estudo ganham relevância, e a plataforma desenvolvida poderá ser utilizada em outras doenças além de parkinsionismo juvenil, assim como a leucodistrofia metacromática, enfermidade infantil que acomete os movimentos progressivamente, e que já vem sendo estudada em uma pesquisa financiada pelo CNPq.

    Investir em pesquisa é ampliar as possibilidades de cuidado. Saiba mais: https://doi.org/10.2147/IJN.S502031


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