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    Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência celebra presença feminina na pesquisa científica

    11 de fevereiro de 2026

    Em 11 de fevereiro é comemorado o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015, a data foi criada para dar visibilidade à contribuição feminina na pesquisa científica e tecnológica, combater a disparidade de gênero na área e inspirar novas gerações. Dados da própria ONU indicam que apenas 33,3% dos pesquisadores no mundo são mulheres.

    A igualdade de gênero também é uma bandeira da UNESCO — a agência especializada da ONU para a educação, a ciência e a cultura —, que aponta que só 35% de todos os estudantes dessas áreas são mulheres.

    O Brasil é o terceiro país com maior participação feminina na ciência, atrás somente da Argentina e de Portugal, de acordo com levantamento da Elsevier e da Agência Bori. O percentual de mulheres entre os autores de publicações científicas no país passou de 38%, em 2002, para 49%, em 2022. Um número superior à média mundial, mas que indica um desafio para aumentar a presença feminina na área.

    Mulheres na ciência no IPP

    No Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, as mulheres são maioria: 12 pesquisadoras principais (80% do total) e 87% dos assistentes de pesquisa, técnicos ou membros das equipes de apoio. Além de dezenas de alunas e colaboradoras que todos os dias fazem a pesquisa acontecer.

    Em 2025, fomos reconhecidos com o Destaque de Melhor Projeto Coordenado por Mulheres no Prêmio Finep de Inovação — Região Sul, uma das principais premiações nacionais voltadas à ciência e à tecnologia. O projeto premiado estuda pacientes pediátricos com neuroblastoma e é coordenado pela pesquisadora geneticista Luciane Cavalli, em parceria com a PUCPR e com o ICC-Fiocruz.

    “Acredito que há um enorme potencial de crescimento. Ao longo da minha trajetória, tenho visto cada vez mais mulheres entrando na ciência, ocupando laboratórios, liderando projetos e produzindo pesquisa de altíssimo nível. Isso é muito positivo”, afirma Cavalli. “Prêmios como o da Finep têm um papel fundamental nesse processo, porque proporcionam visibilidade e funcionam como estímulo, especialmente para mulheres mais jovens que estão iniciando na carreira científica”, conclui a pesquisadora.

    O futuro da pesquisa entre mulheres

    Refletir sobre a presença e a atuação das mulheres na pesquisa científica é fundamental para avançarmos rumo à igualdade de gênero, mesmo reconhecendo os desafios que essa meta representa. Por isso, o esforço para que mulheres cientistas sejam vistas, ouvidas e reconhecidas deve ser permanente.

    “No IPP, somos maioria”, continua Luciane Cavalli, que constata: “A presença feminina contribui para a diversidade de perspectivas e acaba se refletindo em diferentes formas de construir o ambiente de trabalho, favorecendo contextos equilibrados, colaborativos, acolhedores e atentos à formação de pessoas.”

    Como conselho a jovens e mulheres que sonham em fazer ciência, a pesquisadora conclui: “Eu diria para seguirem em frente com seus sonhos. A ciência é uma área muito bonita, forte e com um enorme poder de transformar a sociedade. Ela exige dedicação e perseverança, mas a produção do conhecimento e o impacto que ela gera são extremamente compensadores”.

    Nós, do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, celebramos todos os dias a presença de mulheres nas nossas pesquisas. É um reconhecimento à força feminina na ciência. Com essas pesquisas, seguimos inspirando novas gerações para aumentar a participação de mulheres na área científica.


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