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    Pesquisa do IPP reúne evidências sobre estratégia promissora para o tratamento de doenças neurodegenerativas

    22 de julho de 2026

    As doenças neurodegenerativas estão entre os maiores desafios da medicina moderna. Caracterizadas pela perda progressiva de neurônios, elas comprometem funções como memória, movimento, linguagem e cognição, impactando a vida de milhões de pessoas em todo o mundo. Diante desse cenário, pesquisadores buscam alternativas capazes de proteger o cérebro e retardar a progressão dessas enfermidades.

    Doenças como Alzheimer, Parkinson, esclerose lateral amiotrófica (ELA), Huntington e outras condições neurodegenerativas ainda possuem opções terapêuticas limitadas. Um dos principais desafios é que muitos medicamentos não conseguem ultrapassar a barreira hematoencefálica, estrutura responsável por proteger o cérebro, mas que também dificulta a chegada de tratamentos ao sistema nervoso central.

    No Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe (IPP), a busca por soluções faz parte da rotina científica da médica e pesquisadora Katherine Athayde Teixeira de Carvalho. Seu mais recente trabalho reúne as evidências científicas sobre uma estratégia inovadora baseada em vesículas extracelulares (VEs), particularmente os exossomos derivados de células-tronco mesenquimais, e seu potencial para o tratamento de doenças neurodegenerativas.

    Uma nova possibilidade nas terapias para o cérebro

    Essas pequenas vesículas, produzidas naturalmente pelas células, conseguem atravessar a barreira hematoencefálica, levando moléculas bioativas para o tecido cerebral. Entre essas moléculas estão os microRNAs (miRNAs), pequenas sequências de RNA capazes de regular a expressão de genes envolvidos em processos como inflamação, estresse oxidativo, morte celular e agregação de proteínas, mecanismos diretamente relacionados ao desenvolvimento das doenças neurodegenerativas.

    Os exossomos derivados de células-tronco mesenquimais reproduzem muitos dos efeitos terapêuticos das próprias células, mas sem a necessidade de um transplante celular. Essa característica torna a estratégia uma das mais promissoras dentro da medicina regenerativa e da chamada terapia celular livre de células.

    Embora a aplicação clínica ainda dependa de novos estudos e da padronização de protocolos, as evidências consolidadas pelo estudo do IPP contribuem para orientar futuras pesquisas e fortalecer o desenvolvimento de terapias avançadas, abrindo caminhos para tratamentos cada vez mais precisos e eficazes.

    Saiba mais em:

    DOI: https://doi.org/10.3390/biomedicines11041113

    DOI: https://doi.org/10.2147/IJN.S502031

    DOI: https://doi.org/10.1007/s43152-026-00070-7

     


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