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    Pesquisadora do IPP participa de congresso internacional sobre distúrbios degenerativos

    23 de março de 2026

    Mais de dez mil pessoas de todo o mundo se reuniram em Copenhague, na Dinamarca, para a conferência internacional AD/PD 2026, um dos principais eventos científicos globais dedicados às doenças de Alzheimer, Parkinson e outros distúrbios neurodegenerativos.

    O encontro reuniu pesquisadores e profissionais de saúde para discutir avanços científicos, novos tratamentos e mecanismos dessas doenças. Foram mais de cem palestrantes convidados em cinco dias de evento, com um volume alto de produção científica (quase dois mil pôsteres), o que reforçou o AD/PD como um dos principais congressos mundiais na área de doenças neurodegenerativas.

    Entre os pôsteres apresentados estava o que apresentou os resultados da pesquisa conduzida pela médica neurologista Katherine Athayde Teixeira de Carvalho, do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe. O estudo propõe uma nova abordagem terapêutica que aposta em células neuronais para tratar doenças neurodegenerativas como Parkinson e Alzheimer.

    O que são células precursoras neuronais 

    As chamadas células precursoras neuronais têm a capacidade de diferenciar-se em diferentes tipos de células do sistema nervoso. Por isso, são consideradas estratégicas em pesquisas voltadas à regeneração cerebral e ao tratamento de doenças como Alzheimer, Parkinson e outras condições neurodegenerativas.

    No estudo, essas células foram obtidas a partir de células-tronco mesenquimais derivadas da geleia de Wharton (um tecido do cordão umbilical) e, posteriormente, caracterizadas para confirmar seu perfil neural.

    Um dos principais avanços da pesquisa está no uso das chamadas vesículas extracelulares. Essas estruturas microscópicas são liberadas pelas células e carregam proteínas e material genético, como microRNAs, capazes de influenciar o funcionamento de outras células.

    De acordo com os pesquisadores, essas vesículas podem reproduzir parte dos efeitos terapêuticos das células, sem a necessidade de transplante celular direto, o que pode reduzir riscos e ampliar a segurança dos tratamentos.

    Caminho para a medicina regenerativa

    Com mais de dois mil ensaios clínicos em andamento no mundo envolvendo terapias celulares, a medicina regenerativa é uma das áreas mais promissoras da ciência atual. Nesse contexto, abordagens que utilizam derivados celulares, como as vesículas extracelulares, ganham destaque por seu potencial de eficácia, aliado à segurança.

    A pesquisa conduzida por Katherine, em parceria com a professora Elenara Lemos-Senna e com os alunos da pós-graduação do Programa de Biotecnologia Aplicada à Saúde da Criança e do Adolescente da Faculdades Pequeno Príncipe, foi realizada graças ao financiamento do CNPq e da Finep. O estudo feito no Laboratório de Terapias Avançadas e Biotecnologia Celular em Medicina Regenerativa do IPP, contou ainda com a cooperação da Fiocruz.

    Os resultados reforçam que as células precursoras neuronais e as vesículas extracelulares apresentam características compatíveis com aplicações terapêuticas em doenças neurológicas, abrindo caminho para futuras pesquisas e possíveis tratamentos.

    Conheça mais sobre a pesquisa: DOI https://doi.org/10.2147/IJN.S502031


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