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    Programa de mestrado e doutorado do Pequeno Príncipe alcança nota 6 na Capes

    12 de janeiro de 2026

    O Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia Aplicada à Saúde da Criança e do Adolescente, oferecido pelo Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe (IPP) e pela Faculdades Pequeno Príncipe (FPP), alcançou nota 6 na avaliação mais recente da Capes, referente ao período de 2021 a 2024. O resultado, divulgado em 12 de janeiro, consolida o programa como uma referência entre as pós-graduações brasileiras em saúde pediátrica, e reforça o compromisso com assistência, ensino e pesquisa, que orienta a atuação do Complexo Pequeno Príncipe.

    Com a nota 6 (em uma escala que vai até 7), o programa se consolida entre os melhores do país ao reunir produção científica de alto impacto, forte participação discente, ampla internacionalização e infraestrutura de pesquisa de ponta. Nossa pós-graduação está vinculada à área de avaliação Medicina II da Capes, que reúne os programas stricto sensu com foco em pediatria. A comparação é feita entre pares, levando em conta programas com perfis semelhantes. “A Capes não avalia isoladamente. Ela olha quem somos em relação aos outros programas da mesma área, com critérios extremamente rígidos”, afirma o diretor-científico do IPP, Bonald Cavalcante de Figueiredo.

    Inserido em um complexo acadêmico-assistencial único, formado pelo Hospital Pequeno Príncipe, referência nacional em saúde pediátrica de média e alta complexidade, e pela Faculdades Pequeno Príncipe, o programa se destaca pela pesquisa translacional, que integra ciência básica, biotecnologia e prática clínica, assegurando que o conhecimento gerado se converta diretamente em inovação, cuidado e impacto social. Em um contexto filantrópico, o desempenho alcançado reafirma a capacidade de aliar excelência acadêmica, compromisso social e formação qualificada de mestres e doutores voltados à saúde da criança e do adolescente.

    Produção científica como eixo central

    Um dos principais fatores que sustentaram a nota 6 foi a produção científica do quadriênio. Ao todo, o programa publicou 274 artigos científicos, todos em periódicos de alto impacto, com excelente avaliação nos critérios utilizados pela Capes. Um diferencial relevante foi o forte envolvimento dos alunos do programa: em pelo menos 50% das publicações, eles aparecem como coautores, aspecto cada vez mais valorizado nos processos de avaliação da pós-graduação brasileira.

    Formação de recursos humanos

    No período avaliado, o programa titulou 80 pesquisadores, 60 mestres e 20 doutores, mais do que o dobro do registrado no quadriênio anterior. Apesar dos impactos da pandemia, o tempo médio de titulação permaneceu dentro da margem de tolerância estabelecida pela Capes, situando-se entre 24 e 30 meses no mestrado e 48 e 54 meses no doutorado.

    Com um corpo docente composto por 13 professores/pesquisadores permanentes, o programa manteve uma relação equilibrada entre orientadores e titulados, compatível com as boas práticas de pós-graduação. Esse resultado reflete uma estratégia acadêmica orientada à sustentabilidade institucional, assegurando condições adequadas de financiamento, infraestrutura e acompanhamento científico individualizado para cada projeto de pesquisa.

    A formação oferecida se estrutura em duas áreas de concentração: pediatria e biotecnologia, com ênfase na produção e disseminação do conhecimento e na inovação científica, preparando pesquisadores capazes de gerar ciência de excelência e, simultaneamente, produzir impacto concreto na saúde da criança e do adolescente e no avanço da biotecnologia.

    Infraestrutura e pesquisa translacional

    O avanço mais significativo da infraestrutura do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe ocorreu no último quadriênio, com expressiva expansão física e incorporação de novos equipamentos, condição essencial para a realização de pesquisas de maior complexidade. A área dedicada à pesquisa foi ampliada de aproximadamente 600m², na unidade da Silva Jardim, para cerca de 2.000m², distribuídos em diferentes prédios.

    Esse crescimento incluiu a consolidação do Biobanco de Tecidos Humanos e do Laboratório Genômico, uma segunda sede que abriga equipamentos de grande porte, e a implantação de atividades no Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI), em parceria com o Governo do Paraná.

    Os investimentos em equipamentos de alta complexidade totalizaram aproximadamente R$ 60 milhões no período, ampliando de forma substancial a capacidade do programa para a realização de descobertas científicas, exames especializados e análises avançadas, indispensáveis a projetos nas fronteiras mais sofisticadas da biotecnologia aplicada à saúde da criança e do adolescente. Tecnologias como sequenciamento de DNA, espectrometria de massa, microscopia confocal e plataformas avançadas de análise celular passaram a sustentar investigações que demandam elevada precisão, escala e profundidade analítica.

    A estreita integração com o Hospital Pequeno Príncipe, a maior e mais completa instituição pediátrica do Brasil, com 47 especialidades e elevado volume diário de atendimentos, cria um ambiente singular, no qual a pesquisa científica dialoga diretamente com a prática assistencial e com as demandas reais da saúde da criança e do adolescente.

    Internacionalização

    Cerca de 60% dos pesquisadores mantêm parcerias internacionais, com projetos colaborativos, publicações conjuntas, intercâmbio de alunos e participação em eventos científicos no exterior. Todos os docentes também prestam colaborações nacionais, em Curitiba e em outras regiões do país. Esse movimento contribuiu para ampliar a inserção acadêmica do programa e fortalecer sua visibilidade no cenário científico nacional e internacional.

    Filantropia como diferencial — e desafio

    Entre os 17 programas stricto sensu da área de Medicina II com concentração em pediatria no Brasil, apenas três pertencem a instituições filantrópicas: IPP, PUCRS e IMIP (Recife). A PUCRS possui nota 7; o IMIP, nota 6. O desempenho do Pequeno Príncipe, portanto, coloca a filantropia em pé de igualdade com grandes universidades públicas e privadas.

    “O desafio é maior, porque historicamente o financiamento público favorece instituições públicas. Por outro lado, o compromisso social é um diferencial: tudo o que fazemos retorna para o paciente”, afirma a diretora-geral do Instituto, Ety Cristina Forte Carneiro. O programa ampliou o acesso a bolsas por meio de fontes públicas e privadas, além de iniciativas próprias, como eventos de captação e parcerias com empresas.

    Um programa que amadureceu

    Criado há 18 anos, o programa passou por diferentes fases ao longo de sua trajetória até alcançar o salto expressivo e chegar à nota 6. O resultado é atribuído à gestão estratégica do Complexo Pequeno Príncipe e a um processo de planejamento de longo prazo, com fortalecimento do corpo docente, expansão da infraestrutura e consolidação de um projeto acadêmico alinhado às exigências contemporâneas da pós-graduação.

    Com foco na pediatria e na medicina de alta complexidade, o programa se estrutura a partir da pesquisa translacional, beneficiada pela integração direta com o Hospital Pequeno Príncipe. “Essa proximidade permite uma articulação singular entre assistência, ensino e pesquisa, potencializando a geração de conhecimento aplicado e a inovação em saúde da criança e do adolescente”, enfatiza Ety.

    “Para o Pequeno Príncipe, a nota 6 representa o reconhecimento de uma opção institucional clara por investir em ciência, inovação e formação qualificada, reforçando um modelo de instituto de pesquisa com pós-graduação que alia excelência acadêmica, impacto social e compromisso com a sociedade”, completa a diretora-geral do Instituto.


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